Era o tempo do CEFAM, ficava na rua da vó Inácia, na COHAB I. Eu e a Mônica sempre almoçávamos lá.
A vó fazia aquele peixe maravilhoso. Enquanto comíamos ela perguntava: Tá bom o peixe?
Respondíamos: Delícia vÓ.
É mia fia: mas, ô peixe cáro!
A gente até engasgava ... RS RS RS
Era pra isso mesmo que ela falava!
Pior mesmo foi a cára que o home da feira ficou, a minha também deve ter ficado com boca aberta.
Ela sempre levava o dinheiro de pagar o peixe na continha certa.
Mas naquele dia, ficou 10 centavos a mais.
Ela ficou quieta, não disse nada pro home. Deixou ele embrulhar o peixe. E com uma mão pegava o peixe, com a outra colocava o dinheiro faltando os 10 centavos na mesma mão que pegou o peixe do home, e ao mesmo tempo disse naquele tom alto e autoritário: Diacho de 10 centavos, é sete!
Isso muito rápido e já tinha virado as costas e foi caminhando embora.
O home ficou parado, atônito, mal tinha entendido o que acontecera. E eu que estava junto, também fiquei com uma cara ... só dei um riso amarelo e disse: tchauzinho. Virei-me e corri para alcançá-la...
Pode? Só a vò mesmo.
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