Era uma vez uma viúva rica que se chamava Mafalda no sertão da Bahia.
Sua missão era acolher órfãos. Quando via uma criança sem os pais ela criou. Minha avó Inácia não sabe contar quantos órfãos ela adotou, mas é um número que se conta em dezenas.
Certa feita, adotou a minha bisavó, que também se chamava Mafalda.
Era bondosa também com tropeiros, oferecia água da cacimba e carne de graça, mesmo na época da seca. Curiosamente, a seca não atingia sua fazenda, que continuava com água e gado forte e abundante. Mas o milagre mesmo ocorreu na sua morte.
Enquanto velavam seu corpo na sede da fazenda, ouvia-se som de bandeiras fora de época. Quando os farreões das bandeiras se aproximava, uma garça, que voava à frente das bandeiras pousou na cumeeira da casa. Os farreões entraram no velório e deitaram uma bandeira sobre o corpo de Santa Mafalda. Essa garça permaneceu na cumeeira durante todo o período da cantoria.
No final da bandeira, o filho de Mafalda, que anfitrionava o velório, pediu que se "arrochasse o samba". Houve violas, sambas e festas durante toda a noite e a garça continuava na cumeeira.
No raiar do sol, as bandeiras se retiraram, ruidosamente, com a garça a seguir.
Ao perguntarem nas veredas vizinhas sobre as bandeiras, ninguém vira ou ouvira nenhuma garça ou bandeira fora de hora, antes ou depois do ocorrido. Aparentemente essa bandeira veio "do nada" e voltou para "o nada". Milagre ou alucinação coletiva? Não sei, só sei que foi assim...
Causo contado em Sete Barras e repetido em Zeele, dia 09/05/2015.
Causos da Vó Inacia
Tabaaaaco!
sábado, 9 de maio de 2015
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Oh, peixe gostoso, Dáva.
Inácia: - Oh, mia fia, oh peixinho gostoso... dá mais um bucadinho aí...
Dalva: - Mãe, senhora tá comeno muito, o médico falo pra senhora manerá um poco. Depois Paixão reclama que eu dô tudo que a siora pede.
Sheila: - Escuta, gente, um ser humano vive 83 anos, cria sete filhos, praticamente sem o marido e ainda não pode comer? Podi come, vozinha, quer um golinho da caipirinha?
Dalva: - Sheila, cê tá doida, dando caipirinha pra ela, ela num podi, não!
(sic)
Sheila: - Tá bom, vou tomar sozinha. - e dando uns goles escondidos pra ela, que mandou tudo pra dentro, pensa que minha avó era besta?
Dalva achou engraçado, mas não podia rir, pois teria que fingir que não estava vendo. Este restaurante é em Natal, na viagem que fizemos em 2009.
Dalva: - Mãe, senhora tá comeno muito, o médico falo pra senhora manerá um poco. Depois Paixão reclama que eu dô tudo que a siora pede.
Sheila: - Escuta, gente, um ser humano vive 83 anos, cria sete filhos, praticamente sem o marido e ainda não pode comer? Podi come, vozinha, quer um golinho da caipirinha?
Dalva: - Sheila, cê tá doida, dando caipirinha pra ela, ela num podi, não!
(sic)
Sheila: - Tá bom, vou tomar sozinha. - e dando uns goles escondidos pra ela, que mandou tudo pra dentro, pensa que minha avó era besta?
Dalva achou engraçado, mas não podia rir, pois teria que fingir que não estava vendo. Este restaurante é em Natal, na viagem que fizemos em 2009.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Os palmiteiros no sítio da tia Emi!
Fomos ao sítio da Dinda (tia Emi) para passar um tempo, acho que durante as férias escolares. Na hora de dormi a tia Emi e o tio Marcos foram para um quarto, eu e a vó para o outro. Éramos todos que se encontravam ali.
Para quem não conheceu a casa era era bem simples, de tábuas de madeira, pequena e não havia energia elétrica.
Nao conseguia pegar no sono, estava meio assustado com um barulho que se parecia co machadads num tronco de árvore vindo dos arredores da casa. (...paaaf........paaaf....). O barulho persistia e de repente parecia trocar de lugar, indo para um outro lado da casa. O que dava impressão de estarmos sendo vitimas de palmiteiros ou sei lá o que que estavam proximo à casa cortando árvores.
Já estava assustado quando ouvi a dinda cochichar:
-Marcos, tá ouvindo, parece que tem palmiteiro aqui perto.
O dindo nada respondeu e eu já agoniado respondi
- Dinda eu tô ouvindo tambem, parece até que mudaram de lugar.
Acho que ela também estava receosa, então ficamos quietos. A vó, vixi, essa ja tava dormindo profundamente.
De repente no meio da noite fomos acordados com um barulho altissimo. As galinhas brigando começaram fazer um escândalo. Levantamos correndo e entao ouvi um barulho na parede. ahahaahh
O Tio Marcos ao levantar correndo no escuro pensou que a cama já havia acabado, dobrou os joelhos para descer e caiu, batendo a cabeça na parede. ahahahahah cômico.
Saímos e vimos um galo acuado no cantinho. Pensamos ser uma raposa a causa do rebiliço, mas na verdade foi um outro galo que deu uma surra neste.
Bom, nesse meio tempo os palmiteiros sumiram, pois estávamos todos acordados.
Entramos e então a dinda foi fazer um café. A vó deitou-se novamente na sua cama ao meu lado, e poucos minutos depois os palmiteiros voltaram.
A dinda desconfiada levantou e disse que o barulho tava vindo do meu quarto.
Então olhei pra Vó e cai na gargalhada. Ela era a "palmiteira". A cada expirada que dava durante a respiração, seus labios batiam e fazia "paaaaf". e quando mudava de posição abafava o som parecendo ter mudado de lugar. ahhaahahahha Foi cômico, pois realmente parecia uma batida de machado ao longe.
Ficamos ali com medo dos palmiteiros chegarem na casa enquanto ela era a causa de tudo!
domingo, 3 de julho de 2011
Cada fio traz o seu
Estava eu na edícula da mãe, grávida da Cecília
Chorava, duas na edícula até tudo bem.
Mas o Deco vinha no final do ano,nem tinha se formado ainda - sem emprego.
Seríamos 4 na edícula. Eu chorava.
Avó chegou: Que foi minha fia?
" Vó, seremos 4 na edícula, o Deco sem trabalho ... "
"Ói minha fia, não se amofine, não! Quem foi que disse pra você que a vida é toda planejadinha, tudo certinho? Pois não é não minha fia: é tudo junto - parindo, trabaiando, estudando, comprando casa, desempregando, empregando, acorda cedo e começa a labuta. E labuta e labuta e labuta, o dia todinho mia fia! Quando chega no final do dia: Ufa! Graças a Deus, o cansaço! Dorme rápido e no outro dia, tudo de novo minha fia! Tendo saúde! Assim que é minha fia. E depois, cada fio traz o seu! Que é que se tinha antes da Laurinha, minha fia? Tinha Nada. Era tudo da sua mãe. Agora veja: cê tem essa cama, essa TV, computador, guarda roupa. Foi Laura que te deu fia! E essa próxima também vai trazer o dela. Não se preocupe minha fia!Emi nasceu pobre: só as roupinhas, mas Giovane até casa tinha!Assim que é minha fia!"
Depois de 9 meses eu estava entrando no meu próprio apartamento, Cecília que trouxe pra mim!
Verdade Vozinha.
Chorava, duas na edícula até tudo bem.
Mas o Deco vinha no final do ano,nem tinha se formado ainda - sem emprego.
Seríamos 4 na edícula. Eu chorava.
Avó chegou: Que foi minha fia?
" Vó, seremos 4 na edícula, o Deco sem trabalho ... "
"Ói minha fia, não se amofine, não! Quem foi que disse pra você que a vida é toda planejadinha, tudo certinho? Pois não é não minha fia: é tudo junto - parindo, trabaiando, estudando, comprando casa, desempregando, empregando, acorda cedo e começa a labuta. E labuta e labuta e labuta, o dia todinho mia fia! Quando chega no final do dia: Ufa! Graças a Deus, o cansaço! Dorme rápido e no outro dia, tudo de novo minha fia! Tendo saúde! Assim que é minha fia. E depois, cada fio traz o seu! Que é que se tinha antes da Laurinha, minha fia? Tinha Nada. Era tudo da sua mãe. Agora veja: cê tem essa cama, essa TV, computador, guarda roupa. Foi Laura que te deu fia! E essa próxima também vai trazer o dela. Não se preocupe minha fia!Emi nasceu pobre: só as roupinhas, mas Giovane até casa tinha!Assim que é minha fia!"
Depois de 9 meses eu estava entrando no meu próprio apartamento, Cecília que trouxe pra mim!
Verdade Vozinha.
sábado, 2 de julho de 2011
Cadê a Passagem???
Na minha viagem para Sta Rita em 12/09 fui acompanhado da Cátia e da Vó.
A Cátia, pra variar atrasou-se, então fiquei do lado de fora do onibus na rodoviária do Tietê esperando por ela. A vó, como sempre fora impaciente e apressadinha, nao aguentou a espera e correu sozinha pra dentro doo onibus carregando sua bolsa e sua saculinha cheia de coisinha pra comer. Tinha iogurte de morango, biscoitos, estas coisas.
Bom, quando a Cátia finalmente chegou, subimos no onibus e partimos. Eis que quando estávamos em Goiás o motorista acorda a todos no onibus e pede pelas passagens.
- Vó, pega a passagem da senhora ai! - eu disse
Depois de muito tempo que a vó procurava por esta passagem, já desistindo me disse que não achara.
- Já olhou na bolsa vó? - perguntou a Cátia, levantando para ajudá-la.
- Já minha fia, mas não tá nao! - respondeu.
Falei pra Cátia olhar na sacolinha de comida, mas ela disse que nao estaria la, e sim na bolsa.
Então a Cátia pegou a bolsa dela e sentou-se novamente ao meu lado para que procurássemos.
Abrimos sua bolsa e lá vai uma listinha de coisas que tiramos de dentro:
Lápis, caneta, carteira vazia, lixa de unha e mais um MONTE de coisas inúteis.
De repente eis que tiramos uma...eh...passagem? Não. Uma sacolinha cheiaaaa de moedas de 5 e 10 centavos.
A Cátia já nao contia mais o riso quando tiramos uma BOLSA, de dentro da bolsa da vó! Isso mesmo tinha uma bolsa dentro da bolsa dela. Ela carregava uma bolsa dentro da outra!! ahahahahha
Ai eu perguntei pra ela o porquê de uma outra bolsa. E ela nem me soube responder, fazendo só aquela carinha de inocente dela. Procuramos e nada achamos, então devolvemos a bolsa e desistimos.
Então pensei na sacolinha de novo.
- Cátia, olha na sacolinha de comida!
-Imagina que vai tá lá!!
-Cátia, conheço minha vó, eu tenho CERTEZA que está lá.
Pegamos a sacola de comida, que tava toda molhada por causa do danone e suco. Eis que tinha um papelzinho todo molhado, quase rasgado lá dentro e adivinhem o que era??? Passagem!!!!
-Aiaiaiai vó, só a senhora mesmo!!!
Ela nem respondia, só ficava quietinha com carinha de santa!!!
A Cátia, pra variar atrasou-se, então fiquei do lado de fora do onibus na rodoviária do Tietê esperando por ela. A vó, como sempre fora impaciente e apressadinha, nao aguentou a espera e correu sozinha pra dentro doo onibus carregando sua bolsa e sua saculinha cheia de coisinha pra comer. Tinha iogurte de morango, biscoitos, estas coisas.
Bom, quando a Cátia finalmente chegou, subimos no onibus e partimos. Eis que quando estávamos em Goiás o motorista acorda a todos no onibus e pede pelas passagens.
- Vó, pega a passagem da senhora ai! - eu disse
Depois de muito tempo que a vó procurava por esta passagem, já desistindo me disse que não achara.
- Já olhou na bolsa vó? - perguntou a Cátia, levantando para ajudá-la.
- Já minha fia, mas não tá nao! - respondeu.
Falei pra Cátia olhar na sacolinha de comida, mas ela disse que nao estaria la, e sim na bolsa.
Então a Cátia pegou a bolsa dela e sentou-se novamente ao meu lado para que procurássemos.
Abrimos sua bolsa e lá vai uma listinha de coisas que tiramos de dentro:
Lápis, caneta, carteira vazia, lixa de unha e mais um MONTE de coisas inúteis.
De repente eis que tiramos uma...eh...passagem? Não. Uma sacolinha cheiaaaa de moedas de 5 e 10 centavos.
A Cátia já nao contia mais o riso quando tiramos uma BOLSA, de dentro da bolsa da vó! Isso mesmo tinha uma bolsa dentro da bolsa dela. Ela carregava uma bolsa dentro da outra!! ahahahahha
Ai eu perguntei pra ela o porquê de uma outra bolsa. E ela nem me soube responder, fazendo só aquela carinha de inocente dela. Procuramos e nada achamos, então devolvemos a bolsa e desistimos.
Então pensei na sacolinha de novo.
- Cátia, olha na sacolinha de comida!
-Imagina que vai tá lá!!
-Cátia, conheço minha vó, eu tenho CERTEZA que está lá.
Pegamos a sacola de comida, que tava toda molhada por causa do danone e suco. Eis que tinha um papelzinho todo molhado, quase rasgado lá dentro e adivinhem o que era??? Passagem!!!!
-Aiaiaiai vó, só a senhora mesmo!!!
Ela nem respondia, só ficava quietinha com carinha de santa!!!
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